DNA em Meteoritos (por Paulo Aníbal G. Mesquita)
Bases do DNA são encontrados em Meteoritos
Pesquisadores da agência espacial americana acharam provas de substâncias de DNA em meteoritos que foram criados no espaço. Uma evidência que reforça ainda mais a teoria da Panspermia, que sustenta que a vida na Terra surgiu por impactos de meteoritos e cometas, pois ambos teriam trazido os "ingridientes" bioquímicos para o surgimento da vida na Terra. "Pela primeira vez, há provas nos dão a certeza de que estes compostos de DNA foram de fato criados no espaço", disse Callahan, autor do estudo publicado em 08/07 no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences.
De acordo com a Nasa, a descoberta contribui como evidência de que a química dentro de asteroides e cometas é capaz de trazer componentes de moléculas biológicas essenciais. Anteriormente, cientistas do Centro Espacial Goddard descobriram aminoácidos em amostras do cometa Wild 2, além de vários meteoritos ricos em carbono. Os aminoácidos formam proteínas, moléculas essenciais à vida. Eles estão presentes em tudo, desde estruturas capilares até enzimas - catalisadores que aceleram ou regulam reações químicas. No novo estudo, a equipe Goddard coletou doze amostras de meteoritos ricos em carbono, nove dos quais foram retirados da Antártida. A equipe descobriu ADENINA e GUANINA - componentes de DNA chamados de nucleobases ou bases nitrogenadas. O DNA tem o formato parecido ao de uma escada em espiral, a adenina e a guanina se conectam com outros dois nucleobases para formar os “degraus da escada”.
Além disso, os pesquisadores identificaram em dois meteoritos, pela primeira vez, traço de três moléculas relacionadas com nucleobases: purina, 2,6-diaminopurina, e 6,8-diaminopurina - sendo que os dois últimos são exclusivos do meteorito.
Grafeno
GRAFENO achado recentemente no ESPAÇO

A Agência Espacial Norte-Americana - NASA, localizou pela primeira vez no espaço, o composto orgânico GRAFENO- um semicondutor, considerado o futuro dos computadores, telas eletrônicas e painéis solares, entre outras, pois o grafeno conduz muito bem a eletricidade, tanto quanto cobre. A descoberta foi realizada pelo telescópio espacial Spitzer nas Nuvens de Magalhães. Na mesma situação observacional, o Spitzer também encontrou dois tipos de moléculas gigantes de carbono – os fulerenos, compostos por 70 átomos. Até então, só se havia encontrado uma versão com 60 átomos. De acordo com astrônomos, essas formas de organização do carbono no espaço surgiram a partir de ondas de choque criadas após a morte de estrelas. A detecção de grafeno e fulerenos em torno de estrelas velhas como o nosso Sol sugere que estas moléculas e outras formas alotrópicas do carbono poderiam ser generalizadas no cosmos.
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